Malaise de L’Orange
Video muito bacana da Alana Yuen, via Did you hear that?
Morro de medo dessas coisas.
Tipo. Você sai de casa e encontra a sua namorada com uma calça e uma camisa iguais à sua. Ou então você compra um livro, chega em casa e alguém te presenteia, e durante a semana, todo mundo fala dele.
Jung chama de sincronicidade, tem uma música do The Police bem bacana, e de vez em quando acontece.
Hoje, fazendo a leitura matinal dos meus bilhões de feeds, vejo a tirinha do user friendly:
Clique na imagem para ampliar.
Quatro feeds depois, o post do terror do blog do Castrezana, que faz referência a este vÃdeo:
Coincidências? Será um sinal do fim do mundo?
Os leitores habituais já sabem que eu escrevi um spam. Numa brincadeira há bastante tempo, quando os Chuck Norris facts ainda tavam na moda, escrevi e postei ainda no endereço tarrask.wordpress.com o Eugênio Mohallem Facts.
Conheço várias pessoas que o receberam por mail. Até eu mesmo. Por isso, chamo de spam.
Hoje, um plugin que detecta cópias encontrou o mesmo texto aqui.
Devem ter recebido por mail, sem indicação de autoria.
Como eu escrevo este blog para me divertir, e o texto era uma piada que cresceu demais, não ligo muito. Mas acho um sinal de reconhecimento que as pessoas enviem e reenviem.
Só acho chato que ninguém ainda colocou que as frases são de LuÃs Fernando VerÃssimo ou de William Shakespeare.
Sinto-me como se director de arte fosse e houvessem actualizado o Photoshop. *
Não há mudanças absurdas, são detalhes de ortografia. Não se mudará a maneira das pessoas falarem. Nordestinos continuarão falando com vogais abertas, paulistas chiarão como rádio velho e os portugueses continuarão a beber em chávenas.
90% das pessoas que reclamam o fazem porque têm medo de serem obrigados a aprender a escrever corretamente. Destes, 80% ainda não aprenderam nem da maneira antiga. Diogo Mainardi disse na Veja desta semana:
Para os brasileiros, a reforma ortográfica tem um efeito nulo. Ninguém sabia escrever direito antes dela, ninguém saberá escrever direito depois.
Como dizem os espanhóis, uma verdade como uma casa. Vai dar trabalho pro corretor ortográfico, que vai ficar tirando acentos de onde não deve. As regras da crase não mudaram, e continuarão esquecidas. Qual é o problema então?
Vi, dia desses, que as Academias de LÃngua de 22 paÃses de lÃngua espanhola fizeram uma gramática que abarcasse a norma culta e todas as variações. 22 paÃses! Imagina as discussões, o tempo que durou chegar a um acordo? E tentam solucionar tudo, mostrar tudo, ensinar todas as variações, versões, etc.
Sempre haverá protestos. Os mais barulhentos, sempre, os menos informados.
* Acho que, se o texto começasse com um “Me sinto como”, poucos brasileiro iriam notar que está absoluta e horrivelmente errado.
Quando o teu computador é um notebook, a maioria das tuas ideias rabiscadas está num caderno, tuas roupas são jeans e tshirts e os teus livros preferidos que não podes ter longe não passam de 5 ou 6, a vida fica mais legal.
Vai caber tudo em 3 malas. Se eu morasse no Brasil e não precisasse de tanta roupa de frio, ainda menos. Menos de uma para cada ano aqui. E mesmo assim, difÃcil de carregar.
Mas, para fazer o paralelo com o cloud computing, a grande maioria das coisas é indispensável. Claro, há umas camisetas que eu gosto muito, aquele sapato que não sei quem presenteou-me, ou as fotos na parede. Entretanto, hoje sempre podemos imprimir mais, comprar outras, ou até mesmo ter menos. O essencial mesmo são os contatos, para não perder as pessoas de vista, e os cadernos, para não perder a memória.
E muitos cartões para as fotos futuras, e folhas em branco, para escrever ainda mais.
Aqui no blog eu ainda não avisei. Saio de Madri na última semana de outubro, vou a Barcelona deixar as malas, voo ao Brasil no dia 5 de novembro, e voltarei à Catalunha no fim de janeiro.
Vida nova.