Jan
6

O esquema Ponzi das agências de publicidade

Como todas as pessoas normais, estou lendo bastante artigos econômicos, para entender o fim do mundo. A explicação do esquema das pirâmides (também conhecido como Esquema Ponzi), onde os que entram depois pagam o pato dos que entraram antes.

O caso Madoff é comprovadamente um. Avon, Natura, algumas redes de afiliados de propaganda da net, também. Você entra, e sai convidando os amigos para entrarem também, todo mundo ganhando com isso, até que as pessoas param de entrar e o negócio quebra.

E a criação publicitária com isso? Vejam a pirâmide, em ordem do maior pro menor:

Estagiário
Vejam só: você é um jovem, criativo, com vontade de mudar o mundo. Vai fazer propaganda na universidade, ou design, ou o que for. Arruma um estágio. Não te pagam nada, ou quase nada. Dizem que é a hora de você aprender. Mas é você que opera o photoshop, que quebra a cuca pra fazer coisas novas, etc. E cumpre ordens. Então você vai subindo.

Júnior
Você tem mais tempo livre para pensar coisas interessantes, porque o estagiário está se quebrando para diagramar o folder, do jeito que você quer. Ainda não vai fazer as propagandas legais, as divertidas, as que dão dinheiro, porque o briefing está nas mãos do

Sênior
Você já ganha bastante dinheiro, entende como funciona o esquema, e tem várias pessoas sob o seu comando. Tem mais tempo, dinheiro e poder. Sonha em virar

Diretor de criação
Porque são poucos, e os que realmente lucram, não sendo, necessariamente os que mais trabalham.

Segundo a teoria, os esquemas de pirâmide funcionam algum tempo, porque as pessoas não são recompensadas pelo lucro gerado pela estrutura, mas sim pelo lucro gerado pelo trabalho dos novos que estão entrando. Ou seja, os DCs ganham seu salário pela força do trabalho do Sênior, que ganha do Júnior, que ganha do Estagiário. E como sempre entrarão estagiários, a estrutura funciona. Porém, quando o trablaho dessa galara para de gerar dinheiro suficiente para sustentar todo mundo, a pirâmide quebra. Ninguém mais quer entrar na estrutura como estagiário, o pessoal do meio procura outra maneira de ganhar dinheiro, e o castelo desmorona.

Há 20 anos, os diretores de criação ganhavam salários astronômicos, viviam com luxo, tinham status. Por isso, valia a pena entrar no esquema como estagiário, e trabalhar (duro, duro, muito duro) até chegar lá em cima. Hoje, tenho cada vez mais a impressão que não, o topo não é tão favorável assim, e que a bolha da criatividade das agências estourará.

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Jan
6

TED Talk da segunda-feira (2): V.S. Ramachandran e os mecanismos básicos da mente

Algumas coisas maravilhosas que a mente pode fazer, e descobertas maravilhosas da mente. No dia que conseguirem hackeá-la perfeitamente, vai ser bonito.

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Jan
5

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Jan
4

A volta dos 10″ de atenção

Para os leitores disléxicos, apressados ou simplesmente sem-tempo, voltará a coisa mais divertida de fazer e postar por aqui: os 10″ de atenção, teoricamente diários, com as coisas que eu achei interessantes nos oito bilhões e meio de feeds diários (este acento ainda continua?) que eu sou obrigado pelo vício a ler.

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Jan
4

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Jan
3

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Dec
31

links for 2008-12-31

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Dec
31

Vídeo tosco (1) - Discípulas de Inri Cristo cantam Toxic

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Dec
29

TED Talk da segunda-feira (1): Wade Davis falando sobre crenças e rituais

Wade Davis[bb] é um antropólogo, botânico, explorador e escritor. Nota mental: ele andou pelo Haiti estudando zumbis, e isso já merece o meu respeito total. Nesta palestra, ele fala sobre a imaginação, sobre conhecimento de povos humanos diferentes, e a maneira como cada um deles tem de se expressar. Interessante quando ele diz que não há um ápice da civilização, um conceito que meio que surgiu na Inglaterra Vitoriana, e que é completamente falso. Hoje, a humanidade não está mais ou menos civilizada, como muita gente pensa, mas sim há muito conhecimento disperso por aí.

Ele defende que, na nossa era, enquanto vivemos, mais da metade das línguas faladas estão morrendo, grande parte das culturas humanas está sendo destruída porque as crianças destes povos não estão aprendendo os idiomas dos seus ancestrais. E os humanos, agentes da destruição, podem tentar evitar. Afinal, são conhecimentos importantes, no mundo inteiro, que estão sendo perdidos.

Um exemplo é o conhecimento que os polinésios têm do oceano. São capazes de informações, possuem dados, uma quantidade de neurônios gasta para aprender aquilo comparável à internet ou a chegada na Lua. E acabarão, se não tomarmos conta. Um capitão de navio moderno não sabe sobre o mar o que um pescador polinésio qualquer sabe. Lembram do Titanic?

Citando um Lama budista, a ciência ocidental passa o tempo inteiro tentando viver 120 anos com os dentes ainda na boca, enquanto que o cientista budista passa o tempo todo tentando entender o cérebro e a felicidade.

Ele conta que participou em um ritual no Peru, no qual só pode sobreviver porque mastigou mais folhas de coca que qualquer outra pessoa na história da planta. O sentido do ritual é o de criar uma comunidade, um grupo de seres humanos com um objetivo único e que vivem em um planeta que está vivo e responde às suas necessidades e ações. *Será que eles são tão primitivos assim?*

“The measure of a society is not what it has done, but the quality of its aspirations.” - a frase mais linda da palestra.

Enfim, vejam. É bonito pra caramba.

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Dec
29

Iron Sky - o filme dos nazistas na lua

Encontrei no ComputerLove o trailer em HD de Iron Sky, um filme finlandês feito pelos criadores do popular Star Wreck, e escrito por uma criatura chamada Johanna Sinisalo. A história é que os nazistas, antes de perder a guerra, foram pra Lua, e ficaram por lá, até desenvolver tecnologia para devolver a surra que levaram no fim da Segunda Guerra. Acho genial a idéia de fazer este filme, com a ajuda de um monte de gente, cooperativamente, sem uma grande multinacional por trás.

Imaginem: juntamos Independence Day com um filme de Segunda Guerra, feito sem o atrapalhamento de produtores que só pensam em dinheiro. Tudo certo já.

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