Na propaganda atual, no mundo inteiro e mais especificamente em Pernambuco, há um conflito entre o discurso unicamente de vendas e o discurso simbólico. Grandes empresas ainda recusam a anunciar algo diferente do padrão “30-60-90-sem entrada e sem juros”, com ofertas, preço e nome da loja, promoções que nunca acabam e carnavais de oferta. Outras investem em imagem de marca, mas sem ter avaliação dos resultados resultantes. Algumas marcas tornam-se extremamente baratas, sem valor emocional para o consumidor. É comum em agências a diferença gritante entre clientes de varejo e clientes institucionais, quando o ideal seria que um mesmo cliente fizesse os dois tipos de ação, para impulsionar vendar e fortalecer a marca. As concessionárias, supermercados, lojas de eletrônicos e móveis ainda vendem somente baseadas no preço, e isso faz com que, para o público, elas todas tenham o mesmo valor. Não existe fidelidade a uma marca ou outra, mas ao menor preço, o que termina fazendo um leilão para diminuir preços e diminuir qualidade.
Texto de fevereiro de 2005. O que mudou? Discorra.

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