Às vezes, o ctrl+z é prejudicial. Retocamos tanto, temos tanta ajuda das máquinas, dos softwares, dos processos, que nos tornamos desleixados. Qualquer coisa dá pra sair. Qualquer moleque faz um “viral”. Qualquer estudante faz uma gráfica com layout mais acabado que um prêmio de Cannes de 95.
O blog com o melhor título do mundo discute o fim da criatividade por causa disso. Os clientes dão menos tempo, exigem coisas cada vez mais fragmentadas, sem lógica, perdidos em dúvidas absurdas. E tudo cria um círculo vicioso que só faz piorar o cenário.
A tecnologia nos dá cada vez mais poder. Mas temos que saber o que fazer com esse poder.
Há os loucos que ficam obcecados com ganhar prêmios, deixando a criatividade toda para anúncios que nunca vão sair. Há os artistas de fim de semana, que só são criativos no blog, no livro, no quadro, nos filmes.
Só que, cada vez mais, é possível escapar da profissão chata, da parte burocrático-engravatada, e viver num estilo quase low-profile, mas muito mais feliz.
Pelo menos, eu acredito nisso. E uso a tecnologia pra me ajudar a chegar lá.
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