Na vida,
quando a gente apaga
Alzheimer ou amnésia.
Na vida,
quando a gente apaga
Alzheimer ou amnésia.
O que não dói, não vive.
Animais que comem árvores.
Originally posted 2012-04-06 14:59:17. Republished by Blog Post Promoter
Elas e outras histórias está a venda no lulu.com e no clube de autores. Porém, se você ainda tem dúvidas se quer comprar ou não, quer ver o que há lá dentro, quer folhear o livro, mas não conhece ninguém que tenha, só precisa baixar este arquivo. Vou publicar aqui os capítulos do livro, um por um, numa ordem sentimental. Todos vão sair em pdf, com uma capa nova e as ilustrações internas.
Se quiser ler na tela, pelo menos deixe um comentário por aqui (sou attention freak), mande um email, puxe um papo. E se tiver que imprimir, faça isso do livro inteiro, direito, em qualquer um dos sites citados.
Os outros capítulos já lançados foram: Dorothy, Maria, Fossas, C, Carolina>, Nicole, Leila 1, Leila 2, Aline e Luiza.
Clique no botão abaixo para baixar o conto e twittar como pagamento.
Escute a música tema de C, tocada por The Cure.
C é uma história que eu gostei bastante de escrever, e tem um tema que eu voltei recentemente, em Galateia, das pessoas que se apaixonam por correspondência. Além disso, tem a ver com o último post aqui do blog, então é um bom mote para começar 2010 publicando os capítulos de Elas.
E eu estou gostando de ver a quantidade de gente que está baixando os contos. Nem imaginava que tivesse tanta gente lendo assim.
Originally posted 2010-01-05 20:51:00. Republished by Blog Post Promoter
Se você ainda não tem tudo,
Se não tem nada,
Se acha pouco,
Ou falta só uma coisa,
Levanta da cama.
Se é suficiente, não se mova.
Dizem que, nos instantes antes da perda de consciência, o cérebro passa imagens lembrando todas as cenas da sua bebedeira, como num filme de humor negro.
João Pessoa é uma mulher provinciana. Perfeita pra casar, ter uma ruma de menino, reproduzir, ficar velho, preparar o churrasco, trazer a cerveja, sentar na varanda e conversar sobre a vida alheia.
Nem pense que é exagero meu. Ela é um paraíso de tranquilidade no meio do século XXI. Beija pra namorar. Namora pra casar. Casa para constituir família. Constitui família para agradar a sociedade. E como a sociedade influi muito na vida de todo mundo, vamos conversar sobre a vida dos outros.
É nordestina na moda. Escuta o que há de mais moderno, veste o mais fashion, lê os livros mais revolucionários de uma Europa imaginária e uns Estados Unidos de cinema. Entende tanto de cinema que até já viu um filme do Goddard. Na coluna social de algum jornalista com nome no diminutivo, é estrela da noite. Atinge o ápice da vida na festa de debutantes ou na do casamento. O resto é consequência.
Sexo papai-e-mamãe. Católico e para fins de reprodução. Em segredo, diz que gosta, mas fingirá que é virgem até pouco antes do parto do terceiro filho. Mas, considerando que ela é bonita, jovem e tem que fazer tudo que as amigas fazem, a festa nunca acaba. É sempre de lascar.
Tem uma auto-estima completamente surreal: se diz a mulher mais bonita do mundo, mas precisa da opinião das amigas para tudo.. Aliás, nem vale a pena escutar o que ela diz dela mesma. São duas coisas completamente díspares. Não é feia, mas se acha a melhor e mais importante e mais bonita e onde o sol nasce primeiro, de todas as mulheres do mundo. Se quiser ficar tranquilo, diga que ela é mais bonita que o por-do-Sol de Jacaré. Vai se sentir a mais bonita do mundo.
Com segurança, tranquilidade e uma brisa a beira mar, você tem a mulher João Pessoa contente. (Soou feia esta frase. Aliás, ela tem nome de homem, tem nome feio, e eu não vou ser politicamente correto de negar. Quem quiser que mude.)
João Pessoa precisa ter o coração partido. Precisa de uns problemas mais sérios na vida que decidir qual dos dois bonitinhos do pátio do colégio é mais interessante. Aí, quando ela crescer mais um pouco e tiver mais marcas da vida, pode ser uma mulher de verdade.
Originally posted 2010-04-29 22:01:53. Republished by Blog Post Promoter
Ela, cansada de todos os homens que não querem namoro sério, vai desabafar e tentar escutar alguma palavra de compaixão.
O cínico responde:
“Qual é a vantagem de namorar você?”
E Freud entra no diálogo.
“Me ter, óbvio.”