Shakespeare para uma dama cruel

Onde tá meu sutiã?

Teus marmóreos seios

No more be griev’d at that which thou hast done:
Roses have thorns, and silver fountains mud:
Clouds and eclipses stain both moon and sun,
And loathsome canker lives in sweetest bud.

All men make faults, and even I in this,
Authorizing thy trespass with compare,
Myself corrupting, salving thy amiss,
Excusing thy sins more than thy sins are;

For to thy sensual fault I bring in sense,–
Thy adverse party is thy advocate,–
And ‘gainst myself a lawful plea commence:

Such civil war is in my love and hate,
That I an accessary needs must be,
To that sweet thief which sourly robs from me.

Há pouco tempo, descobrira-se maior e abandonada.

Queria dele atenção, carinho, conselhos, sexo, amor, poesia e coração palpitante. O pacote completo. Não se interessava por menos, por raspas, restos, gritava sem pai nem mãe que o queria.

Queria mão, perna, peito, lábio, braços fortes e um ombro macio onde pudesse derramar lágrimas.

Ele lhe oferecera atenção e devoção infinita.

Ela chamou-lhe louco, achou pouco, girou os calcanhares e foi embora rebolante, com nariz empinado, olhos úmidos e coração partido

Pirâmide de Maslow

Voce é o único desejo capaz de me dar abrigo, comida, aceitação, amor e auto-realização.

Sacrifício

Senhor deus dos desgraçados,

Aceita a oferenda,

Do sangue que o poeta faz jorrar,

Mais um amor que morre

Para virar poesia.

Se alguém quiser fazer parte da sua vida

Estou numa vibe tapa na cara.

Sim, isso é uma direta.

Eu queria ser capaz de imaginar

A expressão da sua cara, o sorriso de mofa e dor, os olhos mentindo indiferença, quando você soube pela primeira vez que eu tinha continuado. Foi a foto com ela? Futrica de falsa amiga? Você, cascavilhando em algum site?

Não sei como foi, e imagino mil cenários possíveis para o seu sofrimento. Até imagino um cenário (surreal) no qual você não tenha nem ligado.

Mas espero mesmo que você tenha me afogado num coquetel de destilado amargo. Forte, entre lágrimas e blues.

Porquê dentro de mim, foi assim.

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Clique aqui para escutar Elis Regina cantando o Canto de Ossanha, música-epígrafe de Aline.

Elas e outras histórias está a venda no lulu.com, no clube de autores e no bubok.es. Porém, se você ainda tem dúvidas se quer comprar ou não, quer ver o que há lá dentro, quer folhear o livro, mas não conhece ninguém que tenha, só precisa baixar este arquivo. Vou publicar aqui os capítulos do livro, um por um, numa ordem sentimental. Todos vão sair em pdf, com uma capa nova e as ilustrações internas.

Se quiser ler na tela, pelo menos deixe um comentário por aqui (sou attention freak), mande um email, puxe um papo. E se tiver que imprimir, faça isso do livro inteiro, direito, em qualquer um dos três sites.

Os outros capítulos já lançados foram: Maria, Fossas, C, Carolina, Nicole, Luiza, Dorothy, Leila e Leila, de novo.

Nelson Rodrigues dizia que nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais.

O amor não deixa de ser, de certa forma, um tipo de masoquismo. Afinal, sempre estamos batendo ou apanhando no músculo mais sensível.

Ainda bem que eu acredito que músculo é pra ser exercitado, e amar se aprende amando.

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Clique aqui para escutar a música epígrafe de Leila, Pra ser sincero, dos Engenheiros do Hawaii.

Elas e outras histórias está a venda no lulu.com, no clube de autores e no bubok.es. Porém, se você ainda tem dúvidas se quer comprar ou não, quer ver o que há lá dentro, quer folhear o livro, mas não conhece ninguém que tenha, só precisa baixar este arquivo. Vou publicar aqui os capítulos do livro, um por um, numa ordem sentimental. Todos vão sair em pdf, com uma capa nova e as ilustrações internas.

Se quiser ler na tela, pelo menos deixe um comentário por aqui (sou attention freak), mande um email, puxe um papo. E se tiver que imprimir, faça isso do livro inteiro, direito, em qualquer um dos três sites.

Os outros capítulos já lançados foram: Maria, Fossas, C, Carolina, Nicole, Luiza e Dorothy.

Sabem aquelas amizades que viram amor? Aqueles amigos que passam a adolescência inteiro juntos, vão pra todo canto e, depois de ficarem com vários, descobrem que gostam mesmo é um do outro?

Sabem como depois dá merda, e a amizade, o amor, até a capacidade de conversar vão pro espaço, e só o que fica é um vazio imenso.

Leila.

Receita para matar alguém que a gente gosta muito

Atirei no mar, o mar vazou

Atirei na moreninha, baleei o meu amor

Continuando com o processo de emotional coaching que comecei há pouco com uma amiga que não pode ser citada, lembrei de uma coisa muito importante na vida humana: aprender a esquecer. Talento importante, e que deveria ser currículo do primeiro período da faculdade. Obrigatório pra todo mundo.

Gostar de outrem, além de um erro enorme, é um vício. Logo, só há duas curas: reabilitação ou overdose. As duas funcionam, cada uma com seus problemas.

Reabilitação – a cura através da ausência
A reabilitação é mais comum. Esquecemos, apagamos, bloqueamos. Unfollow. Um dia, no futuro, para de doer. O problema é que normalmente dói muito, durante o processo. Considerando que o ser humano é o único na natureza com tendências masoquistas, também não estranha que seja o mais popular também.

Vá pra festa, vá pra putaria, arrume outra pessoa. Arrume várias pessoas. Desligue o telefone, compre outro número, mude de email, corte de cabelo e de personalidade. Esqueça, toque fogo em tudo que traga lembranças de volta.

Álcool dá amnésia. Recomendadíssimo. Trilha sonora: blues. De preferência, roots.

Overdose – tudo demais mata (até amor)
Overdose é raro, arriscado e recomendável somente para quem tem coração forte. Tipo, para quem já passou por uma ou duas reabilitações. Você aumenta a dose. Muito. Começa a ler tudo sobre a pessoa, a pensar nela o tempo todo. A rever fotos. A ver as cartas. Fuçar o Facebook. Chega uma hora que você vai conhecer todos os detalhes da pessoa. Como de perto ninguém é normal, e todo ser humano é asqueroso e cheio de problemas, taras e manias, uma hora você cria abuso. E termina matando.

Leia tudo, releia, vá de novo. Relembre das coisas ruins, poxa. Claro que há muitas. Só não há quando você se relaciona com máquinas. Mentira. Até estas travam, quebram e dão problemas. Fale com a sua mãe (que acha defeito em tudo), pergunte aos seus amigos (principalmente se você namorava uma gostosa vadia), pergunte ao Google.

Você não esquece da peste. Mas também não se preocupa mais com ela. Será como a Polônia, a conta de luz, a quarta-série: está aí, em algum lugar, de vez em quando aparece alguma coisa ou alguém relacionado, mas não deve ser nada importante na sua vida, além de alguns traumas e risadas de desprezo.

A melhor companhia é um caderno, para você anotar ao detalhe todo sofrimento que sofreu, e canalizar todo o ódio gerado na criatura causadora. A culpa, pra quem merece.

um texto de uma pessoa que desapareceu da minha vida

Estou escrevendo uns posts sobre turismo em Madri. Meio frila, meio diversão, meio recordação de tudo que vivi lá. Então encontrei uma foto do celular de uma página com um texto. E não me lembrava dele. Googlei frases, não encontrei nada. Procurei no computador, não encontrei. Até que googlei meu email, e tava lá: um email de uma amiga, dessas que somem. Há tempos, nunca mais soube nada dela, nem na verdade porque ela sumiu. Mas como eu já postei vários textos falando dela, e o texto é realmente muito bom, boto aqui. Textos não podem ser perdidos.

NT de emergência: este post estava agendado desde há uma semana. A desaparecida resolveu me escrever, na quinta ou na sexta-feira. Então, deixa de ser desaparecida e volta a ser uma cachorra bandida que eu amo muito.

Às vezes a gente tem que se curar de alguém. Tem que entender que quando passa a vontade de estar com a pessoa, o desejo, a felicidade, dando lugar à dependência por carência, então não há mais o que fazer, e por mais lenta que seja essa dor, uma hora ela passa. Sentir falta daquela pessoa e ao mesmo tempo não se imaginar estando bem se ela estivesse ao seu lado é algo realmente muito complicado. E não acho que se trate de um problema imaginário. Inclusive a dor da falta, algumas vezes, parece ser algo físico, como se realmente houvesse algum órgão dentro do nosso corpo sentindo aquela dor, vai além de uma dor psicológica e aparentemente invisível. A gente quase consegue tocar nela. Existem pessoas que, infelizmente, a gente tem que deixar passar pela nossa vida e ir embora, infelizmente! Imersos no problema não vemos soluções, nem um amanhã melhor sem aquela pessoa, porque parece que ela vai embora e leva uma grande parte da gente com ela, e se sente flagelado, incompleto, perdido. A gente nunca imagina que vai aparecer alguém melhor do que aquela pessoa pra gente. E pra piorar a situação a gente quer achar motivos para voltar atrás, ou para achar que foi o outro quem errou, pra manter firme a decisão. Quando se inicia um relacionamento a gente sabe quase que claramente o que atrapalha(rá), o ciúme, a posse, a vontade de possuir a pessoa e pertencer a ela, fazer dela nosso universo e imaginar nosso futuro única e exclusivamente com ela, e nosso projetos se voltam para um único alvo, a gente sabe disso… Pelas porradas anteriores, mas parece que a gente não aprende. É tanta burrice que se erra exatamente da mesma forma, nas mesmas coisas, parece uma cegueira intencional.

Então estar com a pessoa não tá bom, e estar sem ela é pior. E agora? Engolir o orgulho e todos os sapos e voltar atrás ou enfrentar a dor e reconhecer que o sentimento virou pó e deu lugar a alguma coisa outra que não é mais mágica e encantadora de sentir como era antes? Por que tudo sempre começa tão bem e fica chato tão facilmente? Porque a convivência é algo tão prolixo? Os conselhos são sempre escarrados por todo lado… do que fazer, da onde ir, do que mudar pra ser melhor, será que alguém realmente segue os próprios conselhos? Não dá pra colocar na balança de uma forma sistemática os prós e os contras e vê quem tem mais pontos porque não é matemática, não é assim tão calculável, não é tão lógico quando se trata de sentir. Então em que consiste a maturidade emocional? Como é que eu sei que estou sendo humilde e não idiota? Como é que eu sei que estou sendo flexível e não que estão passando por cima de mim com um trator? Como é que eu sei se ainda amo ou não alguém? Porque eu preciso dela comigo pra estar bem? E se eu precisar dela comigo pra não estar pior? Eu a amo ou eu dependo dela? Porque a gente sabe que vai cair e mesmo assim se deixa tão facilmente depender de alguém?

Talvez seja necessário um tempo pras coisas clarearem, pra se enxergar de forma mais tranqüila toda a situação, do fundo do poço não se vê quase nada, fica tudo obscuro e difícil de contornar… até isso é difícil, deixar o tempo passar e ver se algumas coisas se dissolvem por si só, ou não… Eu desconfio seriamente que o segredo de estar bem é amar a vida como ela vem.