A importância da referência na criação publicitária

Não tem por onde escapar: referência para criar publicidade são o combustível que nos permite fazer peças criativas (ou às vezes nem tanto), e ninguém discute isso. Um publicitário vale o quanto viu e é capaz de lembrar da referência. Seja de anuários, seja de arte ou de experiências do dia-a-dia, é daí que vêm as ideias.

Lembro do meu primeiro estágio em publicidade, quando o diretor de criação ensaiou um esporro de brincadeira porque eu disse que não tinha lido os Lusíadas. Era verdade, só li trechos, até hoje (apesar de adorar Camões e ter lido todos os sonetos). Depois disse que era brincadeira, mas só em parte. Não existe uma referência obrigatória, do tipo: se você nunca leu os títulos do Mohallem, nunca vai ser um grande redator. A afirmação é falsa porque há várias pessoas que conseguiram ser grandes redatores sem nunca terem visto uma campanha das Havaianas. Mas ajuda bastante ler os clássicos, o cânone, para usarmos um termo mais artístico.

Esta semana, vou soltar uns posts de referências que tenho guardado no Evernote, em umas conferências que vi estes últimos meses, e espero que sejam úteis para vocês.

O que é mais importante? Ver anúncios ou ver arte?
Aí depende. Conheço gente que não sabe quem foi o redator júnior da campanha do Obama que ganhou Titanium, e conheço gente que sabe a ordem dos nomes da ficha do anúncio da Ariel daquela agência de Bombaim que ganhou o Caracol Azul de publicidade para estudantes.

Conheço diretores de arte que não sabem quem foi Vermeer, e outros que largaram a publicidade para serem artistas. Cada um com o seu caminho. Só não conheço publicitário bom que não seja curioso e não goste de aprender mais. Ou seja, guardar referência.

Conheço publicitário com mal-gosto musical. Outros já ouviram todos os discos que você tem que ouvir antes de morrer. Este é o link-referência do dia, pra vocês se divertirem, e homenagem a @gabrielaguerra, que disse que gostava de Victor & Leo. Espero que ela pelo menos dê uma ouvida em Joan Baez. Não custa nada.

Eu não tenho muito tempo pra ver/ler/estudar/ver feeds/whatever
Excesso de referência pode até fazer o seu cérebro explodir, mas é sempre no sentido positivo.

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