Na santa paz de deus, o craque para o jogo no meio do campo. Observa ao seu redor, tenta adivinhar as posições milissegundos no futuro, controla o que pode ser controlado, na medida do possível, que já beira o impossível. Milhões de olhos, bilhões de sonhos conflitantes, uma guerra de cores e desejos.
O campeonato vira responsabilidade. A braçadeira ordena que ele siga instruções, repita o treinamento, faça novamente a jogada de mestre.
Mas ele somente sente falta daquele tempo passado em que jogava sem pensar no futuro. Abaixava a cabeça, olhava pra frente e olhava pro lado, dava toques na bola e corria sorrindo em direção ao gol.