Acho que, durante fases muito boas da minha vida, eu troquei muitos emails. Fazendo um infográfico/calendário, os períodos nos quais eu troquei emails longos (ou conversas longas por telefone, mas isso foi numa época anterior à minha atual fobia ao aparelho) foram os mais interessantes/divertidos/importantes.
Nem sempre o conteúdo do texto tinha alguma coisa a ver com o que acontecia com a minha vida, mas é uma coincidência bacana.
Rever cartas antigas não é um hábito que eu tenho, nem tive. Acho que é coisa que guardo para quando me sentir ainda mais velho. Ou para algum biógrafo. Sou dos que gostam de ler cartas entre amigos, diálogos (há uma série de cartas entre Vinicius e Tom que são de dar inveja).
Atualmente, escrevo muitos emails por dia, todos muito sintéticos, curtos. Não têm menos sentimento ou conteúdo, mas são menores. Não acho que seja uma vantagem.
Blogar talvez seja uma maneira de escrever uma carta para quem quiser ler.