De quem é a culpa quando alguém não quer outro? Do rejeitado ou do rejeitador?
Há alguma culpa? Há direitos ou deveres?
Quem foi que disse que querer é poder?
É possível ganhar alguém? Conquistar? Quem define as regras? Posso eu, com as minhas regras, conquistar o objeto do desejo?
É justo basear toda a vida em um desejo, e, ao vê-lo perdido, sentir a vida inteira desmoronar?
A vingança satisfaz? Não. O amor satisfaz? Também não.
Afinal, tudo o que satisfaz é porque acaba.