Pegadinha do malandro.
Mas é verdade. Eu só a conheci por instantes. Segundos, relances, soslaios. Repetidos exaustivamente num VHS de um show do Pink Floyd. Era uma das três backing vocals.
Vocês vão me perdoar. Naquela época, se você tivesse um VHS pirata de um show, aquilo era toda a informação que você tinha. Ninguém sabia como, nem onde, nem porque, nem nada. Era impossível, com quatro cliques, saber que ela parou de cantar em 89, que entrou na banda porque namorava o engenheiro de som, ou como raios ela ficava tão sexy fazendo um movimento aparentemente tão simples.
Simplesmente era assim.
The Great Gig in The Sky. Na minha versão favorita.
Ela é a primeira a cantar. Hoje, graças à Wikipedia, à internet e a muitos nerds dedicados, descubro que aquela hoje respeitável senhora se chamava Rachel Fury.
E não canta mais.
Quinze anos depois, nos reencontramos.