O triste está em todo lugar

Posted by tarrask on March 23, 2013 · 1 min read

Esses dias ando pensando no desaparecimento.

Quando algo desaparece, deixa de existir dois planos temporais, presente e futuro, e assume o seu lugar lá no passado. Vira memória e somente. Não é aquela cidade que um dia você pode voltar, nem aquele amigo que você vê de quando em nunca. É sumir mesmo, não existir a menor possibilidade de reencontrar, no futuro, o que conhecemos no passado.

Isso também acontece com gente viva, mas é mais raro. É necessário que sumam, e que, ao mesmo tempo, mudem.

Por isso acho esta música, Agridoce, do Pato Fu, tão triste. É uma pessoa sentindo a porrada de que, por mais que um dia haja um reencontro, não será entre as mesmas pessoas, mas entre protagonistas completamente modificados.

E os versos “saio sem alarde / sei que já vou tarde” me parecem espetaculares. Poderia até por aqui no subtítulo do blog.