Tem coisas que a gente faz sempre. Todo ano. Todo dia. Rituais que identifica quem somos. Levantar o óculos com o dedo do meio. Dar água às plantas. Ficar esperando um email no dia do aniversário.
Dar indiretas para pessoas que não existem em textos que ninguém vai ler.
Sempre que termina de cantar Emoções, a música que invariavelmente começa o especial de fim de ano, Roberto Carlos saúda o público com esta frase. O povo já sabe, e fala, ao mesmo tempo que ele. É uma deixa, que ele criou, e que os fãs se aproveitaram. Se um dia ele para de fazer isso, é porque morreu.
Nós somos nossos hábitos. Não podemos quebrá-los sem quebrar nossos egos. Se bem que tem gente que diz que é a única maneira de encontrar a libertação final.