Eu fui obrigado a te odiar
Sem ódio, não poderia esquecer o amor que sentia.
Sem esquecer, não conseguiria continuar vivendo.
Pra te odiar, te dei um nome. criei uma história, inventei um monstro.
E odiei o monstro.
Não te amo mais.
Agora o monstro é inútil, uma pálida sombra do caos e sofrimento que causou.
Nem dá medo.
É só um fantasma. Plasma. Espectro.
Desvanece.
Não sobrou nada físico, nem material. E as casas mal-assombradas são esquecidas quando uma nova família a reocupa e reforma a sala.