Se eu nunca tivesse mudado de cidade mil vezes, a coisa que mais me aterrorizaria seria receber, sem aviso nem preparação, uma chamada telefônica de alguém lá do passado. Corpos que se tocaram há quinze anos já não existem mais, a biologia comprova que a gente vive renovando todos os átomos do corpo.
Da personalidade então, nem se fala. Eu provavelmente desprezaria o Tarrask de 15 anos de idade e boa parte dos gostos e escolhas dele. Daí a dificuldade de acreditar que algumas amizades possam durar tanto tempo. A dica é: as outras pessoas também mudaram.
Do mesmo jeito que mudamos de células, também precisamos mudar os números de telefone.