E ela se perdeu numa curva

Posted by tarrask on May 31, 2013 · 1 min read

Com medo, curiosidade e vergonha,
Dava passos tímidos entre cada suspiro,
Desejando acabar logo, fugir dali e começar de uma vez
A inauguração de seus terrores.

O tempo nem acelerou nem esticou-se
Foram seus sentidos que funcionaram esquisitos
A entreaberta boca seca não disse nada
E palavra nenhuma foi necessária.

Tão estranho, tão esquisito, tão bom
Ser insensata vale à pena, pensou
Quando descobriu as consequências.

E nunca mais esqueceu, comentou ou repetiu,
Pelo medo eterno de sua alma,
O pecado de amar o medo.