2010s, a década mais chata da história da humanidade

Hoje pela manhã recebi um email de oferta do Shutterstock, me parabenizando pelo meu filho recém-nascido e sugerindo que eu faça um álbum de fotos.

O único erro é que eu não tenho filhos. Conclusão besta que eu tiro: alguém errou na hora de enviar o botão, mandando uma oferta pra quem não devia. Normal. Até recebo ofertas menos cabidas e desnecessárias tipo métodos para aumentar o tamanho do pênis descontos para comprar um PC. Nenhuma razão pra me estressar, verdade?

Claro que sim. Alguém se ofendeu.

Como vocês podem ver no link aí, a Chorumeria entrou em polvorosa, reclamando que pessoas se ofenderam com uma porra de um email de oferta com a foto de um bebezinho. Tipo mães que perderam seus filhos, gente infértil e tal. Até entendo que essas pessoas vivem situações dolorosas, mas ficar ofendido porque recebeu um email? Fazer escândalo em redes sociais?

Como diria Stephen Fry:

E o pior de tudo?

Pra mim, a coisa mais chata dessa década é a capacidade de qualquer imbecilidade virar o assunto do dia. Coisas desse tipo. Há 30 anos, as pessoas até se chateavam com isso, mas não era assunto pra ser discutido. Não vira debate na TV entre especialistas de xoxomídia, um representante da marca, sete advogados, uma mãe que perdeu o filho e mais duas pessoas dando opinião porque são especialistas no assunto.

Esta, e 60% das discussões da internet, necessitam uma pessoa que chegue, dê um cascudo nos debatedores e mande todo mundo voltar a trabalhar, que se não termina um chorando no playground.

Para terminar, a minha opinião sobre o aquecimento global

Concordo com o John Oliver, no vídeo que ilustra este post. Tá na hora da gente parar de falar merda, de dar opinião sobre fatos. Afinal, contra fatos não há argumentos.

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