Como alcançar o sucesso

Se você é brasileiro, não tente ter sucesso. Não tente alcançar o êxito. Não tente ser melhor que os outros.

O grande filósofo Antônio Carlos Jobim[bb] dizia que “No Brasil, sucesso é ofensa pessoal.”

Faça qualquer coisa bem, e você vai sentir na pele o ódio, a inveja e a cobiça de gente que você nem sabia que existia, e que, aparentemente, nem sabia que você existia tampouco.

Street art para copywriters

Figa, pé-de-pato, mangalô três vezes, bate na madeira

Quem conversa comigo, sabe o nível histriônico de #mimimi que eu tenho quando falo da minha vida profissional. Poucas vezes me ouviram falar bem da minha carreira. Elogio muito colegas, ex-professores, lugares onde trabalhei. Mas nunca falo que fiz nada bom, nem que escrevi um texto legal, nem que tenho um blog interessante, nem nada disso. A razão: puro cagaço do olho gordo.

Uma vez, comprei uma câmera fotográfica, que nem era caríssima, com o dinheiro que ganhei tirando umas fotos. Não pago o meu aluguel com fotografia, aliás, tudo o que ganhei com fotografia nem dava um mês de salário, mas já ganhei o suficiente pra comprar uma câmera. Considero um hobby barato. Aí, ouvi numa lista de discussão que eu era um exibido porque coloquei ali, no about do blog, que eu sou redator, guitarrista e fotógrafo. Nem pus a palavra profissional atrás nem nada. Mas era um exibido por me considerar fotógrafo. A criatura que perdia o tempo falando de mim nem parou pra criticar meus textos (que são muito mais criticáveis, afinal eu vivo deles) ou, por exemplo, criticar eu ter escrito guitarrista, considerando que eu só toco em público depois que todo mundo está perto do coma alcoólico por medo de apanhar.

As críticas da galera nunca são nem interessantes

“Fulano é muito adjetivo-negativo porque ele característica-não-relacionada”.

Sério. Esqueça a opinião das pessoas. Elas não sabem o que pensam.

0 Comments on “Como alcançar o sucesso”

  1. "só toco em público depois que todo mundo está perto do coma alcoólico"
    Me lembra um lual em Serrambi, onde estávamos eu, você, Cassiano, Alexandre, Ovídio e umas Belezas de Sebastião Salgado.

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