Lends picantis in anus autrem kissucus est

Ou, como diria Falcão, pimenta no cu dos outros é refresco.

Não escrevi muito sobre o WikiLeaks. Não vi muita coisa interessante sobre o assunto, acho que a grande maioria das informações vazadas eram mais ou menos sabidas. No fim das contas, são opiniões do governo americano, e informações que deveriam ter sido mantidas secretas. Nenhum segredo espetacular, a identidade de Papai Noel ou coisas do gênero.

Mas uma coisa que me chamou atenção da cobertura midiática é a mania de focar sempre no ego das pessoas, em alguns personagens. Julian Assange me parece um chato de galochas já na primeira foto. A imprensa vai toda pra cima dele, investiga tudo, não encontra muita informação útil, mas já insiste em transformá-lo em grande líder da internet quando, na realidade, a internet tem tudo menos um líder.

Escrevem como se Assange fosse m00t, ou alguém importante.

Mas ainda não é o que eu acho mais legal da história. Pra mim, a conversa começa quando o processo sobre o Assange, sobre o caso de estupro, que não é estupro, que é, que não é, etc etc., aparece em público e a galera publica. Sabem o que o advogado do cara fala?

“I do not like the idea that Julian may be forced into a trial in the media. And I feel especially concerned that he will be presented with the evidence in his own language for the first time when reading the newspaper. I do not know who has given these documents to the media, but the purpose can only be one thing – trying to make Julian look bad.”

De um jornal australiano.

E agora, onde está o deus dele?

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *