Música do sábado: Joaquín Sabina

Continuando a sequência da semana passada, outro post com música espanhola. Agora, para agradar o público feminino, um dos maiores cantautores espanhóis: Joaquín Sabina. É andaluz, quando jovem autoexilou-se na época do regime franquista e tem letras maravilhosas. Até pra quem não entende direito a língua, recomendo que tentem ler.

Contigo

Yo no quiero domingos por la tarde;
yo no quiero columpio en el jardin;
lo que yo quiero, corazón cobarde,
es que mueras por mí.

Nem tenho muito o que comentar sobre a letra desta música. É a descrição do amor perfeito, não manchado pela rotina nem por obrigações, mas o amor que necessita o outro.

Y nos dieron las diez

Fue en un pueblo con mar después de un concierto
tú reinabas detrás de la barra del único bar que vimos abierto,
cántame una canción al oído y te pongo un cubata
con una condición, que me dejes abierto el balcón de tus ojos de gata.
Loco por conocer los secretos de tu dormitorio
esa noche canté al piano del amanecer todo mi repertorio.

Mais do que uma canção de amor, Y nos dieron las diez segue aquela antiga tradição do poema narrativo, que conta a história de uma garota que conhece en un bar / después de un concierto, seduz (ou é seduzido), passam uma noite espetacular e depois nunca mais se encontram, e ele, um ano depois buscando-a outra vez, não encontra bar, nem garota, e termina brigando com policiais. Acho que foi a primeira canção dele que conheci e uma das favoritas de sempre.

Pongamos que hablo de Madrid

Las niñas ya no quieren ser princesas
y a los niños les da por perseguir el mar
dentro de un vaso de ginebra
pongamos que hablo de Madrid

Los pájaros visitan al psiquiatra,
las estrellas se olvidan de salir,
la muerte pasa en ambulancias blancas
pongamos que hablo de Madrid

Depois de cantar um amor perfeito, uma one-night stand perfeita, a outra das minhas três favoritas de Joaquín Sabina: Pongamos que hablo de Madrid. Declaração de amor àquela que é el lugar donde regresa siempre el fugitivo.

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