Quando a rede social não está online

Conversa besta sobre propaganda, política e mídias digitais.

As redes sociais não são sinônimo de internet

Você conhece a história. País é governado por ditadura. Ditador não conhece internet. Galera se organiza, começa a se comunicar, faz um movimento contrário. Começa a protestar numa praça. Governo fica com medinho. Mídia começa a dar a notícia, pautado por sites como twitter ou facebook. Governo fica com mais medinho, e tenta proibir a internet.

Alguns sites ficam fora do ar, mas twitter pode ser alimentado por SMS, as pessoas podem se comunicar por cartas ou por códigos, e logicamente, os protestantes organizados já têm maneiras de manter a rede social funcionando mesmo sem internet.

Governo cai.

Lição do dia

A rede social não é o site. A rede social é uma hiperconexão entre pessoas, usando as tecnologias disponíveis, seja um protocolo http, um ftp, um sms ou linguagem de sinais. O importante é que se entendam e tenham objetivos ou interesses em comum.

A rede social é o bar, é a praça, é o bar virtual, é a praça de chat

Depois que mil pessoas estão juntas, com um objetivo em comum, a única maneira de para-las é juntar mais de mil pessoas. E enfrentar.

O twitter não derruba governos

O Irã não teve revolução, a Tunísia sim. O governo de Tripoli vai cair mesmo lutando até a morte, o da China nem vai se abalar. E não é o uso ou desuso de aplicações de redes sociais.

Obama não foi eleito pelo twitter, facebook ou google, mas porque estes ajudaram o candidato a conectar seus potenciais eleitores. Entendem a diferença? Se não houver gente disposta a elegê-lo, ele não teria quem conectar.

Sempre importa mais quem está conectado à aplicação do que a quantidade de pessoas conectadas. E é por aí que devemos apostar o nosso futuro.

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