Storytelling é paixão pela história

Semana passada, terminei de ler De amor e de Sombra, da Isabel Allende. Minha mãe é uma grande fã dela, e por ter folheado um livro de crônicas familiares que lhe ofereci no meio do ano, fiquei com ainda mais vontade de conhecer o resto da obra. Da autora, eu sabia que era chilena, sobrinha do presidente deposto Salvador Allende, que vivia nos EUA e que tinha feito uma conferência maravilhosa no TED há alguns anos.

Achei uma postura engraçadíssima quando ela pôs na dedicatória do livro de crônicas A soma dos dias histórias íntimas suas e de familiares, e que estes teriam que aguentar a exposição pública, era um mal de ser parente de escritor.

Todo mundo que gosta de uma história bem contada deveria assistir a este TED, e depois dar uma olhada nos livros. Acho interessante como ela mistura fatos reais da história política chilena para contar a ficção do livro, do mesmo jeito que, pelo que tenho entendido, faz em outros livros, falando de casos de família como se de estórias se tratassem.

A maneira que ela encontrou para se apaixonar pela história foi contar a própria. Há autores que preferem inventar (ou fugir) a realidade, ou imaginar um futuro alternativo, ou recriar o passado. Isabel recria o que ela mesma viveu. Para isso é preciso dupla coragem, a de viver coisas interessantes e a de expor, tão discutida hoje em dia.

 

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