O último emprego perfeito. Promoção 67% Off

Este é o terceiro e último post da série de guest posts escrita por Ovídio. Os anteriores foram este e este.

Dessa vez resolvi expor vocês a uma maratona. Decidi resumir os três últimos posts do Cal Newport numa tirada só.

Eu me senti repetitivo ao reler o texto da semana passada, logo após a publicação. E se eu e as vozes nos sentimos assim, vocês, que estão fora da minha cabeça, devem ter sofrido de tédio agudo. Então acho que acabei poupando vocês de três matatonas. Uhu!

Espero que, após esse post, o editor me permita falar de outros pontos que surgiram na caixola ao resumir os textos.

Round Three. Ready? Fight!

No post 2, com título de música sertaneja, ele usa a teoria de um autor norteamericano para apresentar o que ele chama de armadilha da paixão. Essa armadilha atrai suas vítimas dizendo que “the key to a fulfilling career is to first figure out what you’re passionate about, and then go find a job to match”.

O contraponto de mr. Newport é seco: “quanto mais ênfase você coloca em achar emprego que você ame, mais infeliz você fica por não amar cada minuto do emprego que você tem”. Ele também cita dados de uma pesquisa que indica que o percentual de pessoas satisfeitas com o trabalho tem diminuido bastante, principalmente entre os mais jovens (mais propensos a cair na armadilha).

terceiro post foi uma leitura interessantíssima, principalmente pelo protagonista ser Ira Glass, que aparece em uma entrevista a um grupo de pré-universitários.

A entrevista em fast-forward:

Uma das entrevistadoras faz a pergunta “Como a pessoa decide o que quer fazer, e como sabe que será boa nisso?”.

Ira responde que “mesmo fazendo o que você quer, você não é bom logo de início… eu comecei a trabalhar aos 19 e daí ainda levei muitos anos. A chave é se forçar a atravessar o trabalho, forçar a habilidade a surgir. Essa é a parte mais dura.”

Um outro entrevistador questiona: “Você acha que esforço pode lhe deixar talentoso?”

Yes. I do. In the movies there’s this idea that you should just go for your dream, but I don’t believe that.”

Essa resposta resume o tom entranhado em todos os posts dessa série. A idéia de o esforço molda e nutre seu talento parece inovadora, mas é uma idéia que era onipresente nas gerações anteriores à nossa. Você precisa se esforçar, se dedicar e persistir para conseguir ser bom no que faz.

último post é perfeitamente resumido pelo subtítulo: “When Working Right is More Important than Finding the Right Work”.

Se valendo da história de uma criatura que foi de funcionário de banco de investimentos a zelador de um monge budista, mas depois voltou a trabalhar no mercado financeiro. A vida dessa criatura é um exemplo de insatisfação constante, e depois de tanta busca ele cita a grande lição (dele e do post): “I realized at a very deep level that most of the time it is not the job that is the problem, but me”. Essa lição mostra uma mudança muito importante na postura dele.

Fim da história de amor entre a criatura e o emprego: o problema não é você, sou eu.

Imagine duas estudantes que tiram nota baixa numa prova. Uma delas chega em casa pensando “ah, mas também a prova era muito difícil. A professora só colocou questões do tipo pegadinha. E fora isso tem Patrick, que me atrapalha muito, não para de falar comigo e me desconcentra…”. A outra chega em casa matutando “poxa, deveria ter estudado mais pra tirar uma nota alta. Se eu tivesse dedicado mais tempo e atenção, teria me saído melhor…”.

A primeira estudante é um exemplo do que ocorre na Atribuição de Causalidade Externa, onde atribuimos a culpa de nossos resultados a fatores/agentes/pessoas externos. A segunda é um exemplo da Atribuição de Causalidade Interna, que a essa altura vocês já devem ter entendido qual a diferença pra a Externa. Pela história da criatura e pela conclusão a que ele chega, vocês também já entenderam o que o autor quis incitar.

Um dos pontos é o de que encontrar a satisfação no trabalho é um problema complexo demais para ser satisfeito por soluções simples como “faça o que você gosta”. O outro mostra que a sua satisfação depende muito mais de você do que do trabalho que você faz, e que você deve se focar no que está fazendo e não em viver fantasiando.

Ufa, acabou.
Esta série de posts me empolgou o suficiente a ponto de escrever, principalmente por defender um ponto de vista que tem sido cada vez mais raro de se encontrar por aí. Para mim, serviu para dar uma polida em algumas convicções já sedimentadas.

Espero que tenha sido interessante para os outros dois leitores também, e que Tarrask tenha tempo de ler isso enquanto empacota os panos-de-bunda.

0 Comments on “O último emprego perfeito. Promoção 67% Off”

    1. Mariana,

      Pelo nome engraçado você vai ter que parabenizar minha mãe e meu pai, o Ovídio Sênior. Pelos posts, agradeça a Tarrask por continuar insistindo.

      Pra provar que eu não sou completamente antissocial, se ainda sobrar agradecimentos, manda pro meu email [email protected]

      🙂

      1. Então, os agradecimentos deveriam ser extendidos aos seus avós, Ovídio, já que foram eles que batizaram o Ovídio Sênior com este tão poético nome. Não achas?

  1. Mariana,

    Pelo nome engraçado você vai ter que parabenizar minha mãe e meu pai, o Ovídio Sênior. Pelos posts, agradeça a Tarrask por continuar insistindo.

    Pra provar que eu não sou completamente antissocial, se ainda sobrar agradecimentos, manda pro meu email [email protected]

    🙂

    1. Então, os agradecimentos deveriam ser extendidos aos seus avós, Ovídio, já que foram eles que batizaram o Ovídio Sênior com este tão poético nome. Não achas?

    1. É tão sério que tá registrado em cartório.

      E se você achou o nome engraçado, vai morrer de rir quando descobrir que o sobrenome é Maribondo! 🙂

  2. É tão sério que tá registrado em cartório.

    E se você achou o nome engraçado, vai morrer de rir quando descobrir que o sobrenome é Maribondo! 🙂

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