O ser humano é o animal mais complexo porque tem mais conexões

O Universo é impressionante. A natureza é extremamente complexa e ao mesmo tempo, fundamentalmente simples. Para mim, o legal de estar vivo é poder observar a dança do contraste entre simplicidade e complexidade.

A natureza é complicada demais até para as pessoas entenderem

Outro dia compartilhei no posterous um vídeo de uma galera que estuda uma super-colônia de formigas na África. Aqueles insetos pequenos, com um cérebro do tamanho de nada, conseguem construir verdadeiras megalópoles, do tamanho proporcional de Tóquio, por exemplo, em um pequeno espaço.

Impressiona muito.

É vídeo para fazer hippies chorarem e alguém apontar o dedo dizendo “os animais são muito mais inteligentes que as pessoas.”

Concordo. Os animais são mais inteligentes que muita gente que eu conheço. Vicente Celestino que o diga.

Mas o cerumano é muito mais complexo que qualquer animal.

Deb Roy filmou a própria casa desde o nascimento do filho até hoje, em todos os ângulos, o tempo todo, e juntou um grupo de PhDs do MIT para estudar o que aconteceu lá. Juntou uma quantidade de massa encefálica suficiente para ferver água com um olhar severo e descobriu um monte de coisas.

Por exemplo, o áudio maravilhoso do bebê aprendendo a dizer água. Para fazer qualquer amante das palavras ter vontade de reproduzir a espécie.

Mas o meu coração duro ficou mesmo impressionado com outra coisa que o Deb Roy apresentou.

Eles resolveram usar as mesmas técnicas e padrões de análise e criação de dados para investigar o funcionamento da comunicação de massas. Afinal, uma porcentagem brutal de tudo o que é conversado pelos seres humanos está disponível publicamente de forma digital, para ser analisada. Conectaram toda a informação emitida pelos mass media, juntaram com toda a informação publicada pelas pessoas nos social media, meteram dentro de um computador e começaram a tirar bilhões e bilhões de conexões, relações e dados puros.

Começaram, repito, começaram a analisar. Nenhum cérebro humano será capaz de processar todas essas visualizações, mas, com o auxílio de computadores, softwares e algoritmos, é possível sacar conclusões e entender melhor as conexões que a espécie humana cria entre si, enquanto vive neste planeta.

Eles colocaram o cimento dentro das redes de conexão semântica. O quê vão descobrir?

Do mesmo jeito que os cientistas colocaram cimento para descobrir a estrutura de um formigueiro, a equipe de Deb Roy colocou digitalmente o cimento nas conexões que as pessoas realizam a cada conversa, e pretendem analisar quem se conecta mais, que assuntos conectam mais, quem são veículos e quem são produtores de conteúdo. Daí, poderão criar melhores e mais eficazes ferramentas para melhorar ou interromper conexões.

Não sei vocês. Eu fico completamente embasbacado quando vejo uma coisa dessas e entendo, pelo menos parcialmente o que está acontecendo. Sinto que o meu cérebro consegue fazer conexões muito mais complexas que as das formigas. O que já é algo, não?

Tarrask, mais inteligente que uma formiga

Tarrask, mais inteligente que uma formiga

 

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