O comercial de televisão argentino é o futuro da publicidade brasileira?

Uma febre da propaganda em Pernambuco, e se calhar, no Brasil todo (eu tô nem aí, e aqui é um pouco diferente, vocês sabem) são os filmes argentinos. Aqueles comerciais maravilhosos, engraçados, simpáticos, que dão vontade de falar, geram assunto em mesa de bar, etc etc.

Para ouvir elogios, críticas, conhecer e entender, vão lá na Bombonera Criativa, que o Pedro escreve e conhece o assunto muito mais que eu.

O povo lá do sul descobriu uma maneira super divertida de fazer filmes, e que agora estamos tentando copiar, imitar, parodiar, chame como quiser.

Uma cacetada de gente agora tá indo pra Buenos Aires[bb], estudar, aprender, entender o que é que Palermo tem.

Os argentinos conseguem fazer filmes publicitários ao mesmo tempo inteligentes e vendedores. Que constroem marcas, ganham prêmios e dão dinheiro. O melhor de todos os mundos. Todo mundo satisfeito, não?

O filme publicitário bem escrito a base de chimichurri é o novo anúncio-página-dupla-com-photoshop e direção de arte linda: todo mundo tem que fazer, e fazer muito bem, né?

Aí fica a minha dúvida. O bom roteiro de tevê pode ser tudo, mas não deixa de ser a execução da ideia. Não deixa de estar preso a um só meio, a um só formato. Por mais genial que seja, se a ideia não for cross-media, vai funcionar na televisão e ficar por lá. Isso funciona na Argentina, um país TV-centered por alguns anos mais, e também no Brasil. Por quanto tempo?

Ok, entendo que a maioria dos publicitários de Pernambuco esteja obcecado com televisão argentina, do mesmo jeito que estivemos muito tempo obcecados com gráfica de página dupla: era o melhor que os nossos recursos nos permitiam fazer, durante muito tempo. É o meio onde nos sentimos mais à vontade.

A merda é que se sentir à vontade na propaganda é pedir pra que te roubem a cadeira.

Acho que o caminho seria aprender como os caras fazem filmes, mas usar as técnicas em todo e qualquer meio, não só em televisão. Como seria um roteiro daqueles num outdoor, numa ação ou numa carta?

O problema de seguir uma fórmula

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