A Navalha de Tarrask

Do auge olímpico do meu ego, venho a público trazer o primeiro esboço de um livro de ficção científica, filosofia e análise sociológica do mundo atual, baseado em uma premissa:

Se alguém tenta entender a primeira década do século XIX, a explicação mais absurda é a mais provável.

– Alex Luna, tentando entender o que acontece no mundo.

Todos os fatos importantes que eu consigo lembrar desta década são quase impossíveis de explicar a pessoas que não vivem. 11/9, Eleição do Lula, do Obama, Depressão, Bolha da Internet, O Fim dos Jornais, Blog, Second Life, Twitter, Falência do Citibank, GM, Ford, o Brasil perder a copa de 2006, Mensalão, os EUA perderem a guerra no Iraque, a Espanha falir, Hamilton ultrapassar aquele misera em Interlagos, Google se tornar o bicho papão malvado, o lançamento do iPod, as características do iPhone.

Nada é provável. Nada é plausível. Se fosse um livro de ficção científica, seria um mau livro, uma história viajada demais. Porém é a realidade.

Neste post, há uma discussão ótima sobre a realidade e a percepção dela, relacionando à queda do jornalismo:

Revolutions create a curious inversion of perception. In ordinary times, people who do no more than describe the world around them are seen as pragmatists, while those who imagine fabulous alternative futures are viewed as radicals. The last couple of decades haven’t been ordinary, however. Inside the papers, the pragmatists were the ones simply looking out the window and noticing that the real world was increasingly resembling the unthinkable scenario. These people were treated as if they were barking mad. Meanwhile the people spinning visions of popular walled gardens and enthusiastic micropayment adoption, visions unsupported by reality, were regarded not as charlatans but saviors.

Os líderes das indústrias não aparentam ter a menor ideia do que vai acontecer. Fecham os olhos e dizem: o provavel é que não aconteça nada.

E, segundo a experiência, nesta década, o provável é que o improvável aconteça, e dê na cabeça dos razoáveis.

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