As redes sociais gigantes vão desaparecer?

Cada dia, há uma rede nova e um chato avisando que há informação demais disponível no mundo. O nosso cérebro só aguenta processar 150 amigos por vez, o dia continua durando só 24 horas e os olhos não aguentam mais olhar tanto pra tela.

O orkut vai afundando, o MySpace ninguém sabe onde está, o twitter já não cresce tanto, etc etc etc. Será que isso vai ficar mudando mesmo, o tempo todo?

Agora, começaram a falar em redes de nicho, em grupelhos, ning e outras ferramentas. Na minha opinião, o que diferencia uma rede de outra é o assunto discutido nelas. O conteúdo.

Pode ser de dois tipos:

Máximo Denominador Comum
Por um lado, há um pessoal querendo descobrir quem vai ser o novo Time-Warner, a nova Rede Globo, o novo Jornal Nacional. É uma rede, um gerador de conteúdo que conecte com todo mundo. Que tenha notoriedade.

“Sabe quem ganhou a última Copa do Mundo?” “Sei. Todo mundo sabe.”

Buscam este diálogo. A maioria das pessoas interessadas nisso são as que querem fazer negócio: publicitários, políticos, jornalistas, marketeiros. Querem saber quem dá as pautas de assuntos mundiais.

Menor Múltiplo Comum
Por outro lado, os indivíduos pertencem a redes pequenas: a galera do futebol, aqueles dois casais que sempre saem juntos, os amigos de infância, etc. Estes são completamente indiferentes a que ferramentas são usadas para conectar, já que o conteúdo da relação é muito mais personalizado, customizado, digamos assim.

“Sabe que o que Mariazinha tá fazendo?” “Não, nem me interessa.”

É um diálogo completamente diferente, numa situação completamente diferente. Mas são esses os que dão sentido às vidas humanas.

E alguma das duas é melhor que a outra?
Acho que não. Sempre haverá assunto que interesse a todo mundo, e sempre haverá informação que só interessa a um pequeno grupo. E é assim que as redes deveriam ser divididas.

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