Case-experiência com uma comunidade: ffffuuuud.eu

Acho que a maioria das pessoas que me conhece e lê o meu blog conhece o ffffuuuud.eu, né? Aquele blog estranho, que começou como uma experiência de wordpress, no verão passado.
O começo foi simples. A ideia: por quê não fazer um site pra guardar todas essas imagens porcaria que a gente vê, o dia todo? Há milhares. Mas o meu hd já tava ficando meio cheio, e eu tinha acabado de encontrar uma template de wordpress que imitava o ffffound.
Aproveitei o espaço na hostbits, comprei o domínio e fiz a instalação. Comecei a por imagens. Criei uma conta no twitter pra repetir. Comecei a testar plugins, adicionar coisas e fazer experiências. Tudo muito bonito.
Até que, há duas semanas, a @katylene, não sei como, deu um RT. As visitas estouraram. Uma semana antes, eu tinha começado a fazer uma template nova, porque a anterior, apesar de bem bacana e recomendável (download aqui), não permitia  comentários, que é uma coisa bem necessária no site hoje.
O crescimento previsto pra este mês é de quase 200%, sendo que, no mês passado, cresceu 200% em uma semana.
Cruzando The Dip
Ou seja, a brincadeira, diversão, que começou como uma piada, tá ficando grande. Às vezes dá até trabalho. Mas como este blog é sobre comunicação, publicidade estas coisas, vou falar de algumas conclusões que cheguei por ter feito o meme e gastado um pouco de esforço em desenvolver a piada.
O que eu aprendi desenvolvendo o ffffuuuud.eu
  • Mexer em código é chato, complicado e edificante. Entender como funciona o wordpress, criar uma template, editar plugins, etc, não são conhecimentos típicos de um redator publicitário, mas você pode terminar usando isso pra outras coisas. Saber como criar o site já me ajudou bastante em reuniões, brainstormings e até na hora de ter ideias.
  • Você nunca sabe a hora que cruza o abismo. O The Dip, como diz o Seth Godin[bb], é incontrolável. Fiquei uns 8 ou nove meses subindo imagens, compartilhando no google reader, twittando, convidando gente pra subir posts. Na hora que estourou e a quantidade de visitas multiplicou, é fácil perder o controle. Foi o salto de 2 RTs por dia pra 10 por hora. Depois, aumentou ainda mais.
  • A comunidade não pode ser falsificada nem comprada. Nada obriga ninguém a subir imagens. Ninguém ganha nada no site, no momento. Mas tem gente que se diverte e acha interessante subir as coisas ali.
  • Se você não entende a piada, não vai interagir. Publicitário tem mania de fazer anúncio que só publicitário entende. Isso é uma merda quando seus anúncios não são pra outras pessoas. Quem não conhece o ffffound, não acha muita graça. Se você olhar quem mais dá RT nos anúncios, é gente que trabalha com publicidade, redes sociais, etc etc. Não é o público que procura imagens engraçadas, simplesmente.
  • Fazer um blog às vezes é mais interessante que um anúncio fantasma. Ouvi de diretor de criação de agência grande, dia desses. Case pra botar na pasta. Principalmente, com estatísticas. E conclusões.
  • Ganhar dinheiro com internet não é assim tão fácil. O Google tem uma política muito chata. Não bota anúncios em sites de imagens feias e gente louca. Aliás, anúncio não dá dinheiro, vivo dizendo isso. Agora sou prova. E preciso bolar um plano pra poder pagar o hosting. 😀

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