3 coisas que os líderes fazem para melhorar, aumentar e fortalecer a tribo

Estou resumindo o livro Tribes, do Seth Godin, como trabalho de conclusão da pós, e também vou utilizar alguma parte deste material no mestrado. O resumo tem que ser curto, do tipo 10 páginas, então fiz em forma de 8 posts, que vou disponibilizar. Não é o trabalho final, porque estou esperando que vocês leiam e encontrem algum erro, falha, comentário ou crítica. Sim, sou um aproveitador. Mas fiquem com a recomendação, que o livro é massa.


Administrando tribos
O primeiro conceito que Seth martela, e bastante, é que não administramos marcas. Administramos a relação destas marcas com as pessoas, ou seja, as tribos, e os seus valores. A administração de marca era focada na marca, na imagem da marca, no que a empresa queria que as pessoas pensassem. Era baseada em dinheiro e no produto.

A administração de tribos é diferente. Consiste em entender como pensam as pessoas envolvidas com a sua causa, conseguir a permissão delas para comunicar, ao invés de fazer marketing de interrupção, e, principalmente, ajudá-los a sentir-se em comunidade, a integrar-se com outras pessoas que pensam, sentem e se comportam de maneira similar.

Comunicação dentro de uma tribo

A maior riqueza de uma marca não é uma marca amorfa, mas o privilégio (não direito) de entregar mensagens pessoais, autorizadas e relevantes para pessoas que querem recebê-las.

O público que faz parte de uma tribo comunica-se todos os dias com público externo, e se sentir diferente por fazer parte dela pode fazer a tribo se sentir diferente. Por exemplo, o triiibes.com, a comunidade lançada por Seth Godin para as pessoas que comprassem o livro antes do lançamento, teoricamente ia ser aberto a todo mundo, depois que o livro fosse lançado. Porém, uma votação interna decidiu que a tribo permaneceria fechada, e as pessoas que têm acesso às informações não podem convidar outros a participar. Isso valoriza, na opinião dos que já estão dentro, o ato de ter comprado o livro antes de ler uma resenha, ou poder folhea-lo, além de restringir o número de participantes, o que poderia causar problemas de administração. Nem sempre as tribos precisam crescer para se fortalecerem.

O papel do líder: fortalecer as conexões
“Make money: not by building an internet company, but by using the net as a tool to create value and get paid. Use the internet as a tool, not as an end. Do it when you are part of a big organization or do it as a soloist. The dramatic leverage of the net more than overcomes the downs of the current economy.
The essence is this: connect.”
O líder das atuais tribos não é o que grita mais, nem o que dá mais ordens, mas o que consegue fazer o maior número de conexões, interagir com mais pessoas e fazer com que mais membros da sua comunidade consigam encontrar o que estão procurando. Daí, por exemplo, o grande sucesso do Google. Conseguiríamos viver sem ele?

Para aumentar a força da comunidade, são descritos três tipos de ações:

  • transformar um interesse em comum em um objetivo apaixonado e um desejo de mudança. Exemplo: criar uma comunidade de pessoas interessadas em liderar, mudar e desenvolver novos caminhos e alternativas de vida, através da troca de informação e de contatos. Incentivar essas pessoas, motiva-las, ensinar o caminho das pedras.
  • oferecer ferramentas para permitir que os membros dessa tribo se comunicam melhor. Ex. as melhores campanhas de marketing interativo hoje normalmente consistem em conectar pessoas com interesses em comum.
  • alavancar a tribo para permitir que cresça e ganhe novos membros. Ex. a publicidade de sempre. Conseguir novos clientes.

A maioria dos líderes, hoje, foca na 3ª tática, mas as outras costumam criar melhor impacto a longo prazo e melhores resultados.

Connections lead to connections. Great ideas spread. (p23)

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